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Aparecida,15/02/2026

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Quem é o 1º medalhista do Brasil nas Olimpíadas de Inverno?

jaimaginouisso.com.br
Quem é o 1º medalhista do Brasil nas Olimpíadas de Inverno?

Imagine crescer sonhando com praia, calor e futebol. Agora imagine esse mesmo garoto se tornar campeão olímpico em um dos esportes mais frios e desafiadores do planeta.


Foi exatamente isso que aconteceu com Lucas Pinheiro Braathen.


Neste sábado, 14 de fevereiro de 2026, o atleta escreveu um capítulo histórico ao conquistar a medalha de ouro no slalom gigante nas Olimpíadas de Inverno de Milão-Cortina. A vitória não é apenas pessoal. É a primeira medalha de ouro do Brasil e de toda a América do Sul na história dos Jogos de Inverno.


Um feito que parecia improvável até pouco tempo atrás.



Pela primeira vez, um país tropical subiu ao topo do pódio em um dos esportes mais tradicionais do gelo.



Lucas Braathen teve um retorno em grande estilo - Frank Heinen/VOIGT/GettyImages
Lucas Braathen teve um retorno em grande estilo - Frank Heinen/VOIGT/GettyImages



Quem é Lucas Pinheiro Braathen?


Lucas nasceu em Oslo, na Noruega, filho de mãe brasileira, Alessandra Pinheiro, e pai norueguês, que também foi seu mentor no esqui. Apesar de crescer em um país onde o esporte de inverno faz parte da cultura, o início da sua história foi diferente do que muitos imaginam.


Ele mesmo já contou que não gostava de esquiar quando criança.


O frio, as roupas pesadas e o esforço físico não combinavam com sua personalidade. O que realmente encantava o pequeno Lucas era outra paixão bem mais brasileira: o futebol.


Inspirado por vídeos de Ronaldinho Gaúcho, ele chegou a dizer ao pai que queria se tornar o melhor jogador do mundo.


O destino, no entanto, tinha outros planos.


Da Noruega ao Brasil: a mudança que transformou sua carreira


Lucas já havia participado das Olimpíadas de Pequim 2022 representando a Noruega. Mas em 2024, decidiu fazer uma escolha que mudaria completamente sua trajetória: competir pelo Brasil.


A decisão não foi apenas esportiva. Foi emocional.


Ele fala português fluentemente, mantém uma forte ligação com a cultura brasileira, é fã de bossa nova, de Jorge Ben Jor, gosta de surfar e acompanha o futebol nacional. Seu time do coração é o São Paulo.


Mais do que uma mudança de bandeira, foi uma reconexão com suas raízes.


E, curiosamente, foi essa escolha que reacendeu sua motivação. Após um período em que chegou a anunciar aposentadoria, Lucas voltou ao esporte com um novo propósito.


Nos dois anos seguintes, acumulou dez medalhas em etapas da Copa do Mundo de esqui.


Lucas Pinheiro Braaten compete no slalon gigante nas Olimpíadas de Inverno EFE/EPA/ANNA SZILAGYI
Lucas Pinheiro Braaten compete no slalon gigante nas Olimpíadas de Inverno EFE/EPA/ANNA SZILAGYI



Um ouro que parecia improvável


O esqui alpino é uma das modalidades mais competitivas dos Jogos de Inverno. Países como Noruega, Suíça, Áustria e Estados Unidos dominam historicamente o pódio.


O Brasil, por outro lado, praticamente não tem tradição no esporte.


Por isso, a vitória de Lucas vai além da medalha.


Ela quebra um paradigma.


Mostra que o alto rendimento esportivo não depende apenas de tradição ou geografia, mas também de talento, estrutura e, principalmente, identidade e propósito.



O ouro de Lucas não é apenas uma vitória individual. É a prova de que o impossível, no esporte, muitas vezes é apenas uma questão de oportunidade.



A conexão com o Brasil que poucos conheciam


Apesar de ter crescido na Europa, Lucas sempre manteve um lado profundamente brasileiro.


Além da música e do idioma, sua vida pessoal também reforça essa ligação. Ele namora a atriz brasileira Isadora Cruz e costuma passar períodos no país.


Em entrevistas, já contou que prefere calor, mar e praia ao frio das montanhas. Talvez por isso sua história seja tão simbólica: um atleta que venceu justamente em um ambiente que nunca foi sua preferência natural.


Outro momento curioso aconteceu quando ele conheceu Ronaldo Fenômeno. Ao dizer que era esquiador profissional, o ex-jogador inicialmente pensou que era brincadeira.


A realidade, no entanto, acabou sendo ainda mais impressionante.


O impacto para o Brasil e para a América do Sul


A conquista de Lucas tem um significado que vai além dos Jogos de 2026.


Historicamente, os países da América do Sul têm pouca participação em esportes de inverno, principalmente por questões climáticas e estruturais. A medalha de ouro muda a percepção sobre o potencial da região.


Ela pode inspirar novos atletas, atrair investimentos e ampliar o interesse por modalidades de neve e gelo.


Além disso, reforça uma tendência cada vez mais presente no esporte moderno: a globalização das trajetórias. Atletas com múltiplas nacionalidades e histórias híbridas estão redefinindo o mapa do alto rendimento.


E a história ainda não terminou


Depois do ouro no slalom gigante, Lucas ainda tem outra prova pela frente no slalom. Ou seja, a possibilidade de ampliar ainda mais sua coleção de medalhas permanece aberta.


Independentemente do resultado, seu nome já está marcado na história.


E talvez essa seja a maior conquista de todas.


Porque, no fim das contas, o que torna essa trajetória tão especial não é apenas a medalha, mas a mensagem por trás dela: talento pode nascer em qualquer lugar. E às vezes, o sonho mais improvável é justamente o que faz história.




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