O que saber sobre a mpox, que já supera 80 casos no Brasil
Imagine notar uma febre repentina, dores no corpo e, dias depois, pequenas lesões surgindo na pele. Parece algo comum à primeira vista. Mas, nos últimos anos, esses sinais passaram a chamar a atenção das autoridades de saúde em todo o mundo.
No Brasil, a Mpox voltou ao radar. O país já ultrapassou a marca de 80 casos confirmados em 2026, e um novo estado entrou na lista de ocorrências. Embora a situação esteja sob controle, o aumento reforça a importância da vigilância e da informação.
Afinal, o que está acontecendo com a doença? E por que ela continua sendo monitorada?

Quantos casos de Mpox existem no Brasil?
De acordo com dados atualizados do Ministério da Saúde, o país registra atualmente 81 casos confirmados de Mpox.
São Paulo concentra a maior parte das ocorrências, com 57 casos. Em seguida aparecem:
Rio de Janeiro: 13 casos
Rondônia: 4 casos
Minas Gerais: 3 casos
Rio Grande do Sul: 2 casos
Distrito Federal: 1 caso
Paraná: 1 caso
A entrada de Minas Gerais na lista recente chamou a atenção das autoridades, com três confirmações na região metropolitana de Belo Horizonte.
Apesar do aumento, o cenário ainda é considerado de baixa gravidade em nível nacional.
O crescimento de casos não significa uma epidemia, mas reforça a necessidade de monitoramento constante.

O que é a Mpox?
A Mpox é uma doença viral causada por um vírus da mesma família da varíola. Antes conhecida como varíola dos macacos, ela ganhou o nome atual para evitar estigmas e ampliar a compreensão sobre a infecção.
O vírus se transmite principalmente por contato próximo ou íntimo com uma pessoa infectada. Isso inclui:
Contato direto com lesões na pele
Contato com secreções respiratórias
Compartilhamento de objetos contaminados
Contato prolongado pele a pele
Diferente de doenças respiratórias altamente contagiosas, a Mpox exige proximidade física para a transmissão, o que limita sua disseminação em larga escala.

Quais são os sintomas?
Os sinais da Mpox costumam aparecer alguns dias após a infecção. Os sintomas mais comuns incluem:
Febre
Dor de cabeça
Dores musculares e no corpo
Cansaço
Aumento de gânglios linfáticos
Lesões na pele em formato de bolhas ou feridas
Essas lesões podem surgir no rosto, nas mãos, nos pés ou em outras partes do corpo. Em geral, a doença evolui de forma leve a moderada.
Segundo o Ministério da Saúde, não há registro recente de casos graves ou mortes no país relacionadas ao atual cenário.
Ainda assim, especialistas alertam que pessoas com baixa imunidade ou condições de saúde pré-existentes podem apresentar complicações.
Embora a maioria dos casos seja leve, a Mpox pode evoluir de forma mais séria em grupos vulneráveis.
Existe risco de uma nova epidemia?
Até o momento, não. A Mpox vem sendo registrada de forma esporádica no Brasil desde 2022, sem crescimento explosivo ou padrão de transmissão comunitária ampla.
O Sistema Único de Saúde está preparado para diagnosticar e acompanhar os pacientes, e as autoridades sanitárias mantêm um sistema de vigilância ativo.
O principal motivo dessa atenção contínua é a natureza dos vírus. Mesmo com poucos casos, a possibilidade de mutações e mudanças no comportamento da doença exige acompanhamento constante.
Além disso, o histórico recente de emergências sanitárias mostrou a importância de agir cedo, antes que um aumento localizado se transforme em um problema maior.

O que fazer em caso de suspeita?
A recomendação das autoridades de saúde é clara: ao apresentar sintomas compatíveis com Mpox, especialmente lesões na pele acompanhadas de febre ou mal-estar, a pessoa deve:
Evitar contato próximo com outras pessoas
Não compartilhar objetos pessoais
Procurar atendimento médico o quanto antes
O diagnóstico precoce ajuda a evitar a transmissão e garante o acompanhamento adequado.
Por que a informação continua sendo importante?
Embora o número de casos seja relativamente baixo, a Mpox permanece como uma doença sob observação global. O mundo vive uma fase em que surtos localizados podem ganhar atenção rapidamente, especialmente em um cenário de alta mobilidade entre países.
A boa notícia é que, no Brasil, a maioria dos casos tem evolução favorável e o sistema de saúde está preparado para responder.
Mas a vigilância continua.
Já imaginou isso?
Uma doença que não está em surto, não causa pânico e não lota hospitais, mas ainda assim permanece sendo acompanhada de perto pelas autoridades. Porque, em saúde pública, muitas vezes o maior sucesso é exatamente esse: perceber o risco antes que ele cresça.
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