Uso de “padroeira” e justificativas iguais: explicações de juízes da LIESA viralizam
Logo após a Liga Independente de Escolas de Samba do Rio de Janeiro (Liesa) divulgar as justificativas das notas do grupo especial do Carnaval de 2026, a web foi tomada por reclamações de fãs em algumas das explicações apresentadas pelos jurados. As escolas também não ficaram para trás e demonstraram sua indignação. O Portal LeoDias reuniu algumas reclamações que viralizaram nas redes sociais.
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Mocidade reclama de perda de décimos por uso de “padroeira da liberdade” no enredo de Rita Lee
A juíza Mônica Mançur, localizada no módulo 3 no quesito enredo, pesou a mão ao retirar quatro décimos da Mocidade Independente de Padre Miguel. A jurada deu a nota mais baixa para escola da Zona Oeste – 9,6. Uma das justificativas usadas por Mançur causou revolta na agremiação. Ao retirar um décimo do critério de “concepção” do enredo, a juíza afirmou que a associação a figura de Rita Lee com uma expressão de ordem religiosa (no uso de “padroeira” da liberdade) teria desconstruído o recorte “libertário” do tema.
O fato ferou revolta na Mocidade que, por meio de redes sociais, lembrou que a própria Rita Lee gostava quando veículos de imprensa e fãs utilizavam a expressão “padroeira da liberdade” para se referir a ela:
As justificavas começaram a ser divulgadas e na primeira que recebemos, a da jurada Mônica Mançur que nos deu 9.6 em enredo, encontramos em uma das justificativas que o termo “PADROEIRA” desconstruiria o enredo.
Ela só esqueceu de ler que a própria Rita Lee se chamava assim.… pic.twitter.com/DqJAsRh2Qp
— Mocidade Independente
(@GRESMIPM) February 19, 2026
Jurado usa justificativas iguais para explicar notas da Mocidade e da Tuiuti
Um outro fato que repercutiu na web foram as jutificativas usadas pelo jurado Helcio Eduardo, do quesito bateria, localizado no módulo 1 da Sapucaí. Internautas puderam constatar que o especialista se usou da mesma explicação para justificar retirada de um décimo da Mocidade Independente de Padre Miguel da Paraíso do Tuiuti.
Segundo o jurado, ambas as baterias apresentaram notas máximas nos critérios de “manutenção da cadência” e “conjugação dos instrumentos”, mas pecaram no critério de “criatividade e versatilidade” uma vez que se utilizaram de bossas de “grau mediando de dificuldade”.
Um jurado que utiliza EXATAMENTE as MESMAS palavras para justificar tirar ponto de duas escolas em dias diferentes é minimamente estranho, não?
Mocidade desfilou segunda e tuiuti desfilou terça pic.twitter.com/WgHawCghrH
— felipe ✬ (@desemboca) February 19, 2026
0,25 x 4=0,1? Erro de matemática em justificativa chama atenção
Por apenas um décimo a Unidos de Vila Isabel não pôde dividir o título do Carnaval 2026 com a Unidos do Viradouro. No entanto, na justificativa apresentada pelo jurado Jardel Maia, do módulo 1, no quesito enredo, o único descontado na escola da Zona Norte, um erro de matemática chamou a atenção.
Segundo o especialista, ao menos quatro alas da escola (03, 04, 19 e 21) não acompanharam o canto do enredo durante a apresentação no módulo, causando a perda de um décimo no critério “canto da escola (3,6 a 4,0)”. A matemático, no entanto, foi falha. Segundo o jurado, foi retirado 0,25 ponto por cada ala que não acompanhou o canto, ou seja 4 alas multiplicados por 0,25, o que daria na retirada de um ponto da escola. No entanto, apenas 0,1 foi retirada na escola na soma final.
A VILA ISABEL SÓ TINHA GOGÓ PRA CANTAR O REFRÃO.. pq o resto do samba foi uó … pic.twitter.com/eCYhlfDbBg
— E BOTAFOGO NA AVENIDA INCENDEIA (@bftteus) February 19, 2026











(@GRESMIPM)
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