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Aparecida,19/02/2026

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Os três vírus que podem desencadear novas crises em 2026

jaimaginouisso.com.br
Os três vírus que podem desencadear novas crises em 2026

O mundo ainda carrega as marcas da pandemia de covid-19. Máscaras, vacinas, isolamento e um sentimento coletivo de vulnerabilidade ficaram gravados na memória recente. Mas enquanto a maioria das pessoas tenta retomar a normalidade, especialistas em doenças infecciosas continuam olhando para o futuro com atenção.


E a razão é simples: o cenário global em 2026 mostra que os vírus continuam evoluindo, se adaptando e encontrando novas oportunidades para se espalhar.


Entre mudanças climáticas, aumento da população e viagens internacionais cada vez mais rápidas, três patógenos estão no radar da ciência neste momento: a gripe aviária H5N1, o mpox e o vírus Oropouche.



A era das pandemias pode não ter terminado. O desafio agora é vigilância, não pânico.



A era das pandemias pode não ter terminado. O desafio agora é vigilância, não pânico.
A era das pandemias pode não ter terminado. O desafio agora é vigilância, não pânico.



Por que o risco de novos surtos está aumentando?


O mundo atual oferece condições ideais para a circulação de vírus. O aquecimento global altera o habitat de mosquitos e outros vetores. O crescimento das cidades aproxima humanos de animais silvestres. E a mobilidade internacional permite que uma infecção atravesse continentes em poucas horas.


Esses fatores não significam que uma nova pandemia é inevitável, mas aumentam a probabilidade de surtos regionais e de vírus que antes eram limitados a determinadas áreas passarem a circular em novos territórios.


É exatamente isso que está acontecendo com os três vírus que mais preocupam especialistas em 2026.


O aquecimento global altera o habitat de mosquitos e outros vetores
O aquecimento global altera o habitat de mosquitos e outros vetores



Vírus Oropouche: a ameaça silenciosa no Brasil


Entre os três, o menos conhecido do público é justamente o que mais chama atenção na América do Sul. O vírus Oropouche é transmitido por pequenos mosquitos e provoca sintomas parecidos com os da gripe, como febre, dor no corpo e mal-estar intenso.


Identificado na década de 1950, ele era considerado restrito à região amazônica. Mas, nas últimas duas décadas, começou a se expandir. Em 2025, o Brasil concentrou cerca de 90% dos casos nas Américas, distribuídos por 20 estados.


Pela primeira vez, também foram registradas mortes associadas à infecção. Além disso, cientistas investigam possíveis casos de transmissão da mãe para o bebê durante a gestação e uma eventual relação com complicações fetais.


Outro sinal de alerta é que casos já começaram a aparecer na Europa, ligados a viajantes infectados.


O maior desafio é que ainda não existe vacina nem tratamento específico para o Oropouche.


O vírus Oropouche é transmitido por pequenos mosquitos e provoca sintomas parecidos com os da gripe
O vírus Oropouche é transmitido por pequenos mosquitos e provoca sintomas parecidos com os da gripe



Gripe aviária H5N1: quando o vírus muda de espécie


A gripe sempre foi considerada uma das maiores ameaças pandêmicas por causa da sua capacidade de mutação. A atenção agora está voltada para a cepa H5N1, conhecida como gripe aviária.


Tradicionalmente associada a aves, o vírus deu um passo preocupante em 2024: passou a ser identificado em vacas leiteiras nos Estados Unidos. Esse salto entre espécies acendeu o alerta da comunidade científica.


Casos de transmissão para humanos já foram registrados, muitos sem sintomas graves. Até o momento, não há evidência de transmissão sustentada entre pessoas, o que seria o cenário necessário para uma pandemia.


Desde 2024, foram confirmados dezenas de casos humanos e algumas mortes. Enquanto isso, vacinas específicas estão em desenvolvimento, inclusive com pesquisas conduzidas no Brasil.



O maior temor não é o vírus atual, mas a possibilidade de ele se adaptar para se espalhar facilmente entre humanos.



Casos de transmissão para humanos já foram registrados, muitos sem sintomas graves
Casos de transmissão para humanos já foram registrados, muitos sem sintomas graves



Mpox: um vírus que não desapareceu


O mpox, anteriormente conhecido como varíola dos macacos, ganhou destaque mundial em 2022, quando se espalhou por mais de 100 países. Desde então, o vírus continua circulando em diferentes regiões.


Atualmente, duas variantes preocupam os especialistas. A cepa clado IIb, responsável pelo surto global recente, segue em circulação. Ao mesmo tempo, países da África Central registram aumento de casos da variante clado I, considerada mais grave.


Casos recentes já foram identificados fora da África, inclusive em pessoas sem histórico de viagem, o que sugere transmissão local em alguns lugares.


Existe vacina disponível, mas ainda não há tratamento específico para a doença.


Atualmente, duas variantes da mpox preocupam os especialistas
Atualmente, duas variantes da mpox preocupam os especialistas



Outros vírus também voltaram ao radar


Além dos três principais, outras doenças também vêm chamando atenção. O chikungunya registrou centenas de milhares de casos em 2025, incluindo mais de uma centena de mortes no Brasil.


O sarampo, que muitos acreditavam controlado, voltou a crescer em vários países devido à queda nas taxas de vacinação. E especialistas alertam que cortes em programas de saúde global podem comprometer o controle de doenças como o HIV.


Esse conjunto de fatores mostra que o cenário sanitário global está longe de ser estático.


O mundo aprendeu com a pandemia?


Apesar das preocupações, o momento atual é diferente do início de 2020. Hoje, sistemas de vigilância epidemiológica estão mais atentos, a ciência responde com mais rapidez e a comunicação internacional é mais ágil.


O principal desafio agora não é viver com medo, mas manter a atenção.


Porque, em um mundo cada vez mais conectado, os vírus também viajam. E entender isso talvez seja a melhor forma de evitar que o próximo surto se transforme em uma nova crise global.




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