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Aparecida,04/02/2026

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Anel de fogo no céu. Vai dar para ver o eclipse anular no Brasil?

jaimaginouisso.com.br
Anel de fogo no céu. Vai dar para ver o eclipse anular no Brasil?

Imagine olhar para o céu em pleno mês de fevereiro e perceber que o Sol ganhou uma borda incandescente, como se estivesse desenhado a fogo. Não é metáfora nem ficção científica. Em 17 de fevereiro de 2026, o céu será palco de um eclipse solar anular, fenômeno popularmente conhecido como Anel de Fogo, um dos eventos astronômicos mais aguardados do ano.


O espetáculo acontece quando a Lua se posiciona entre a Terra e o Sol, mas não consegue encobrir completamente o disco solar. O resultado é uma espécie de aro luminoso ao redor da Lua, um contorno brilhante que transforma o dia em um instante de estranhamento e beleza cósmica.



Nem todo eclipse escurece o dia. Alguns preferem desenhar luz ao redor da sombra.



O eclipse anular é uma espécie de aro luminoso ao redor da Lua
O eclipse anular é uma espécie de aro luminoso ao redor da Lua



O que é exatamente o eclipse solar anular?


O eclipse solar anular ocorre quando há alinhamento entre Sol, Lua e Terra, mas com um detalhe crucial: a Lua está mais distante do nosso planeta. Por isso, seu diâmetro aparente fica ligeiramente menor do que o do Sol.


Nesse cenário, a Lua cobre o centro do disco solar, mas deixa escapar uma borda luminosa, formando o famoso “anel”. É esse efeito visual que dá nome ao fenômeno e o torna tão marcante para observadores e astrônomos.


Diferentemente de um eclipse total, o céu não chega a escurecer completamente, e o brilho solar permanece intenso ao redor da Lua.


Eclipse anular e eclipse total: qual é a diferença?


A principal diferença entre o eclipse solar anular e o eclipse total está na distância da Lua em relação à Terra. Quando a Lua está mais próxima, seu tamanho aparente é suficiente para cobrir todo o Sol, provocando um eclipse total. Quando está mais distante, surge o anular.


Segundo explicações do Observatório Nacional, em ambos os casos há formação de sombras. A região mais escura, onde a luz solar é totalmente bloqueada, é chamada de umbra. Já a penumbra é a área onde a luz é apenas parcialmente bloqueada, permitindo a observação de um eclipse parcial.


No caso do eclipse anular, a umbra não atinge a superfície da Terra da mesma forma que no eclipse total, o que impede o apagão completo da luz solar.


A região mais escura, onde a luz solar é totalmente bloqueada, é chamada de umbra
A região mais escura, onde a luz solar é totalmente bloqueada, é chamada de umbra



Onde será possível ver o Anel de Fogo em 2026?


Apesar de toda a expectativa, a fase completa do Anel de Fogo terá visibilidade bastante restrita. De acordo com plataformas especializadas em observação astronômica, o ponto máximo do eclipse poderá ser visto apenas em regiões extremamente remotas do planeta, como áreas da Antártida.


No Brasil, a situação será diferente. Ao contrário do eclipse de outubro de 2023, que cruzou parte do território nacional, em 2026 os brasileiros não verão o anel completo a olho nu. Em algumas áreas do Norte e do Nordeste, pode haver observação parcial, mas o fenômeno completo ficará restrito a transmissões oficiais e registros científicos.



Um espetáculo global que, desta vez, poucos conseguirão ver diretamente do quintal de casa.



Quando aconteceu o último eclipse solar anular?


Embora impressionante, o eclipse anular não é um evento raríssimo. O planeta já presenciou ocorrências semelhantes recentemente, como nos anos de 2021 e 2023. O que muda a cada edição é o trajeto do eclipse sobre a Terra, determinando quais regiões poderão observar o fenômeno em sua forma mais completa.


É justamente essa combinação entre previsibilidade astronômica e exclusividade geográfica que mantém o Anel de Fogo como um dos eventos celestes mais fascinantes para quem acompanha o céu.




Por que o eclipse solar continua despertando tanto fascínio?


Mesmo em uma era de imagens em alta resolução e transmissões ao vivo, eclipses ainda provocam encantamento coletivo. Talvez porque, por alguns minutos, eles nos lembram que fazemos parte de um sistema maior, regido por movimentos precisos e silenciosos.


O eclipse solar anular de 2026 não vai escurecer o dia no Brasil, mas certamente vai reacender a curiosidade sobre o céu e sobre o nosso lugar nele.




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