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Aparecida,04/02/2026

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O que você deve levar em conta antes de escolher um médico?

jaimaginouisso.com.br
O que você deve levar em conta antes de escolher um médico?

Escolher um médico costuma acontecer em momentos delicados. Dor, insegurança ou um diagnóstico recente fazem com que a decisão precise ser rápida, mas isso não significa que ela deva ser feita no escuro. Em 2026, um debate voltou a ganhar força no Brasil: a qualidade da formação médica e o impacto direto disso na segurança e na confiança do paciente.


A divulgação dos resultados do Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed) reacendeu essa discussão. Os números mostram um cenário desigual no ensino de Medicina e ajudam a explicar por que, cada vez mais, pacientes precisam adotar critérios claros ao escolher quem vai cuidar da sua saúde.



Em um sistema desigual, informação não é detalhe: é proteção.



A divulgação dos resultados do Exame Enamed reacendeu a discussão
A divulgação dos resultados do Exame Enamed reacendeu a discussão



O que o Enamed revelou sobre a formação médica no Brasil?


Os dados do Enamed acenderam um alerta. Apenas uma parcela reduzida das faculdades avaliadas alcançou desempenho máximo, enquanto dezenas ficaram nos níveis mais baixos da escala. Entre estudantes concluintes, pouco mais de dois terços atingiram o nível considerado adequado. Já entre médicos formados, o índice foi um pouco maior, mas ainda distante do ideal.


Esse resultado reforça um problema estrutural. O crescimento acelerado de cursos de Medicina nem sempre veio acompanhado da infraestrutura necessária para garantir formação prática consistente, com contato real com pacientes em hospitais, unidades básicas de saúde e serviços especializados.


Na prática, isso significa que o diploma, isoladamente, não é garantia de experiência clínica sólida.


Apenas uma parcela reduzida das faculdades avaliadas alcançou desempenho máximo no Exame
Apenas uma parcela reduzida das faculdades avaliadas alcançou desempenho máximo no Exame



Por que esses dados importam para o paciente?


Quando a formação médica é desigual, o impacto não fica restrito às universidades. Ele chega ao consultório, à sala de espera e às decisões que envolvem diagnóstico e tratamento.


Por isso, os resultados do Enamed não devem servir para estigmatizar profissionais, mas ajudam o paciente a entender por que avaliar critérios objetivos é cada vez mais importante na escolha de um médico.



A confiança no cuidado começa antes da consulta, no processo de escolha.



Como escolher um médico de forma mais segura?


Em meio ao excesso de informação e à popularização de médicos nas redes sociais, alguns cuidados básicos ajudam o paciente a fazer escolhas mais conscientes.


Verifique o registro e a especialização


O primeiro passo é confirmar se o médico tem registro ativo no Conselho Regional de Medicina (CRM). Em seguida, vale checar se ele possui título de especialista reconhecido, identificado pelo Registro de Qualificação de Especialista (RQE). Isso indica formação específica naquela área.


Observe o vínculo institucional


Médicos ligados a hospitais, clínicas estruturadas ou serviços públicos organizados costumam passar por critérios mais rigorosos de credenciamento e atualização profissional. Residência médica e atuação em equipes multiprofissionais também contam pontos importantes.


Avalie a qualidade da consulta


Um bom atendimento vai além do conhecimento técnico. Um médico confiável escuta com atenção, explica diagnósticos e opções de tratamento, responde dúvidas com clareza e leva em conta o histórico do paciente antes de decidir condutas.


Relações contínuas, especialmente com clínicos gerais, médicos de família ou especialistas de referência, tendem a reduzir erros e fragmentação do cuidado.


Likes não são sinônimo de competência


A popularidade nas redes sociais não deve ser critério de escolha. Curtidas, seguidores e vídeos virais não substituem formação, experiência clínica e compromisso ético.


Com a expansão de conteúdos produzidos por inteligência artificial e informações médicas simplificadas ou distorcidas, o risco de decisões baseadas em aparência digital aumentou.


Buscar referências confiáveis, recomendações de outros profissionais de saúde e vínculos institucionais sólidos ainda é o caminho mais seguro.


A popularidade nas redes sociais não deve ser critério de escolha
A popularidade nas redes sociais não deve ser critério de escolha



A confiança se constrói no longo prazo


Mais do que encontrar “o melhor médico”, o ideal é construir uma relação contínua de cuidado. Um profissional que conhece o histórico do paciente, acompanha sua trajetória e indica outros especialistas quando necessário tende a oferecer decisões mais individualizadas e seguras.


No fim das contas, escolher um médico é escolher alguém para caminhar junto nos momentos em que a saúde exige atenção, escuta e responsabilidade.




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